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Fim da era Messi no Barcelona?

A situação do argentino no único clube da sua carreira

de Flávia Rodrigues

agosto 17, 2020

Depois do “passeio” do Bayern de Munique sobre o Barcelona, na sexta-feira (14), Messi está fora da Liga dos Campeões. Mais do que isso, a eliminação junto ao fim de uma temporada sem nenhum título abre margem ainda para uma questão que todos andam se perguntando: seria o fim da era Messi no Barcelona?

Maior ídolo do Barcelona, desde 2006-07, Messi esteve presente em 8 semifinais e conquistou 3 títulos da Champions. Além disso, o argentino alcançou o topo da artilharia da competição em 6 edições – a última, em 2018-19 quando marcou 12 gols. Porém, depois do “atropelamento” dos alemães e, diferente das reações de grandes líderes que normalmente acompanhamos em campo, o abatimento da estrela argentina foi evidente.

Embora a imprensa internacional destaque que Messi estaria tão insatisfeito com o planejamento do clube catalão para o futuro, que já teria comunicado o desejo de sair do Barcelona, há certas questões que são necessárias analisar sobre a situação do atacante de 33 anos no único clube da sua carreira.

Confira 3 pontos importantes que devem ser levados em consideração e que envolvem a atual situação de Messi no Barcelona.

Multa rescisória de € 700 milhões

Com contrato válido até 30 de junho de 2021, há uma alta multa rescisória no contrato de Messi. Pela cotação cambial, o clube que quiser tirar o atacante do Barcelona terá que desembolsar R$ 4,45 bilhões para quitar a rescisão. Diante do panorama econômico vivido pelos clubes atingidos pela pandemia de Covid-19, fica difícil cogitar algum pretendente que esteja com caixa disponível para tal transição. Esta seria a principal vantagem do clube catalão para reter seu camisa 10. No entanto, caso apareça algum candidato, os Blaugrana terão que negociar valores.

Quem para substituir?

Esta, sem dúvida, seria a maior dificuldade do Barcelona, caso perca sua maior estrela de todos os tempos. Assim como a péssima fase vivida nos gramados, o clube está longe dos áureos momentos financeiros. Para ilustrar o impacto da atual falta de receita, as contratações de grandes reforços para a próxima temporada não está em pauta. A transição entre Pjanic e Arthur com a Juventus exigiu certa flexibilidade. A venda do brasileiro, por € 72 milhões, foi agilizada para entrar no orçamento da atual temporada, enquanto que a compra do bósnio, por € 60 milhões, será incluída apenas no balanço financeiro da próxima época.

Clima nos bastidores

Após sofrer uma goleada por 8 a 2, não há clima que permaneça bom em nenhum vestiário do mundo. Afinal, desde 1946, o Barça não sofria 4 gols no 1º tempo de um jogo – na Champions, então, isso nunca tinha acontecido. Em choque, é preciso mudanças numa das maiores potências do futebol. A desolação da equipe, a começar por Messi e Ter Stegen, é o registro da partida que ficará para a história. A saída do técnico Quique Setién é só o início. Inclusive, Gerard Piqué já fez coro sobre a necessidade de reflexão e mudanças internas no clube, afirmando que, se necessário, será o primeiro a deixar o Barcelona.   

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de Flávia Rodrigues